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Dono de uma fortuna de 69 bilhões de dólares, o magnata mexicano
Carlos Slim foi coroado o homem mais rico do mundo pelo terceiro ano
consecutivo, anunciou nesta quarta-feira a revista americana Forbes. De
acordo com a publicação, o empresário brasileiro Eike Batista está em
sétimo lugar. Com uma fortuna avaliada em 30 bilhões de dólares, o
executivo avançou uma posição frente a que ocupava em 2011.
Slim, segundo os cálculos da Forbes, teve sua fortuna reduzida em 5
bilhões de dólares em um ano, devido à desvalorização das ações de uma de
suas empresas, a América Móvil, que representa mais da metade de seu
patrimônio. Além disso, em abril, a companhia foi multada em 1 bilhão de
dólares por exercer práticas monopolistas – o processo, contudo,
encontra-se em grau de apelação.
Os americanos Bill Gates e Warren Buffett ocupam o segundo e
terceiro lugares, com fortunas avaliadas em 61 bilhões de dólares e 44
bilhões de dólares, respectivamente. Há também a presença do francês
Bernard Arnault, presidente da maior empresa do mundo em artigos luxo, a
LVMH, que se mantém no quarto lugar com 41 bilhões de dólares, e o espanhol
Amancio Ortega, dono da Zara, que passou do sétimo ao quinto posto com uma
fortuna de 37 bilhões de dólares.
Neste ano destaca-se também a presença do fundador e presidente do
Facebook, Mark Zuckerberg, que aos 27 anos e a ponto de finalizar sua
esperada entrada na Bolsa de Valores, passa do posto 52 ao 35, com uma
fortuna estimada em 17,5 bilhões de dólares. A oferta inicial de ações do
Facebook fez com que a empresa fundada por Zuckerberg fosse avaliada em
nada menos que 100 bilhões de dólares.
O ranking inclui 1.226 bilionários, um número recorde ao qual se
somaram neste ano outras 16 pessoas. Juntos, todos detêm uma riqueza total
de 4,6 trilhões de dólares, frente aos 4,5 trilhões de dólares registrados
em 2011.
Brics
perdem e Brasil ganha
Ainda que o empresário Eike Batista tenha avançado uma posição, o
desempenho dos empresários de países emergentes foi pior na lista de 2012.
A Forbes destacou que, ao contrário do ano passado, quando os países dos
Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) foram a grande
sensação, desta vez o grupo conta com 26 integrantes a menos na lista das
maiores fortunas do planeta. Apesar disso, o Brasil foi destaque e
conseguiu somar novos membros ao clube. Este ano, 36 brasileiros integram a
lista total, ante 30 em 2011.
Novos
emergentes
O ranking inclui fortunas de 58 nacionalidades e, pela primeira vez,
de nações como Peru, Marrocos e Geórgia, enquanto os Estados Unidos
continuam sendo, por mais um ano, o país que mais integrantes tem, com 425
nomes na lista - 12 a mais do que o ano anterior, à frente da Rússia e da
China, em segundo e terceiro lugar.
Fonte: Veja
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Opinião:
decepção com iPad faz pensar em quem manda na Apple
Tom
Kaneshige, CIO / EUA*
Apesar de melhorias como Tela Retina,
câmera de 5MP e placa gráfica quad-core, atualização tem pouco brilho e já
é indício de como Jobs faz falta.
A Apple anunciou ontem, 7/3, o novo iPad,
um upgrade bastante banal em relação ao modelo anterior.
Claro, há uma linda nova tela de alta
resolução com o processador A5X, uma câmera melhorada de 5MP e gravação de
vídeo em 1080p, um app iPhoto renovado (US$5), e suporte para redes LTE
super rápidas das operadoras AT&T e Verizon, dos EUA.
O novo iPad também custa o mesmo que o
iPad 2 nos EUA: 499 dólares por 16GB, 599 dólares por 32GB, e 699 dólares
por 64GB. Adicione 130 dólares para os modelos com 4G. O mesmo esquema de
preços deveria deixar os consumidores felizes. O novo iPad chega às lojas
em 16/3.
Mas cadê a mágica da Apple?
Fiquei esperando pelo “grande anúncio”, mas ele nunca veio. O convite da
Apple para o evento prometia: “Nós temos algo que você realmente precisa
ver. E tocar.” Ver a tela de alta resolução, eu entendo. Mas e tocar? Nada
de novo nesse departamento. Duvido que o ex-CEO Steve Jobs, um “louco” por
detalhes, teria deixado esse deslize de marketing passar.
O recurso principal, obviamente, é a tela
de alta resolução, dobrando o número de pixels no iPad 2 e até mesmo
superando as HDTVs. Os 2048x1536 pixels do novo iPad são muitos em qualquer
medida. Você pode apostar que os gamers estão salivando, especialmente após
assistir ao vídeo de demonstração do novo jogo “Infinity Blade: Dungeons”
exibido durante o evento da Apple.
Nessa mesma linha, o chip A5X e a placa
gráfica quad-core realmente aumentam o desempenho do aparelho. O guru de
marketing da Apple, Phil Schiller, disse ao público do evento que o A5X
oferece uma performance quatro vezes melhor do que a do chip Tegra 3,
presente em muitos tablets Android.
Deixando a parte gráfica de lado,
houveram alguns sinais perturbadores de rachaduras na armadura da Apple na
era pós-Jobs.
Para começar, onde foi parar o Siri? O
novo teclado do iPad suporta ditado por voz, mas o Siri é muito mais do que
isso. Quase todos os analistas especializados na Apple previram,
praticamente assumiram que o Siri estaria no novo iPad. É simplesmente
difícil acreditar que Steve Jobs teria permitido um novo iPad sem o Siri.
Afinal de contas, a Apple anuncia o Siri como a maneira do futuro de se
interagir com um computador.
O Siri, que a Apple lançou no recente
iPhone 4S, foi sem dúvidas levado para o mercado como um diferencial chave
no cada vez maior mercado de smartphones. Esse tipo de tensão competitiva
está em falta no mercado de tablets, onde o iPad domina desde seu
lançamento em 2010. Na verdade, o CEO da Apple, Tim Cook, abriu o evento de
hoje falando sobre os esforços em vão dos cerca de 100 rivais do iPad.
Sem concorrentes estimulando a inovação,
o novo iPad é um upgrade meio sem brilho.
Por exemplo, o novo suporte para redes
4G/LTE pode parecer impressionante – especialmente quando combinado com o
fato de que a Apple conseguiu manter a duração de bateria em chips
“sugadores” com 4G – mas não é assim tão útil. Vamos encarar, a
disponibilidade de redes 4G LTE ainda é muito limitada no mundo. De
qualquer maneira, a maioria das pessoas compra iPads apenas com Wi-Fi.
Alguns analistas de mercado falaram sobre
o renovado app iPhoto. Admito que não sou um geek por fotos e não usaria
esse aplicativo. Mas o iPhoto com certeza pareceu complicado no iPad, e não
pude deixar de pensar se Jobs teria permitido que tantos recursos
“sujassem” a simplicidade do aplicativo.
E então temos o nome, “o novo iPad”, a
revelação mais surpreendente do evento.
Infelizmente, imagino um comitê de
executivos da Apple sentados em volta de uma mesa discutindo sobre como
chamar o produto. Como a maioria dos comitês acaba se resumindo a
consensos, o nome é o esperado, razão pela qual Jobs absolutamente odiava
comitês.
Tudo isso leva a uma questão preocupante
nessa era pós-Jobs da Apple: quem está tomando as decisões?
Fonte IDG Now!
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