Pela primeira vez, usuários conseguem crackear Google Chrome
Empresa de segurança e jovem russo levaram prêmios em dinheiro. 'Hack do bem' levou menos de cinco minutos para ser concluído
Talvez o Google tenha subestimado demais os hackers. Há alguns dias, a empresa anunciou que iria oferecer um programa de recompensas de US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,7 milhões) para aqueles que conseguissem invadir o navegador Chrome durante a Pwn2own, uma competição anual voltada para que pessoas identifiquem falhas e bugs nos principais serviços da web.

Até então, o
 Chrome era o único browser que ainda não havia sido hackeado. Pois é: era, já que a empresa VUPEN e o estudante russo Sergey Glazunov conseguiram driblar os mecanismos de segurança do navegador. A informação é do TG Daily e do jornal The Guardian.
No caso da VUPEN, o hack aconteceu apenas cinco minutos depois da Pwn2own começar. Mas tanto a VUPEN quanto Glazunov utilizaram um programa de computador que se beneficia das vulnerabilidades de um sistema operacional, para realizar o hack em um PC com Windows 7. Dessa forma, o estudante russo e a companhia tiveram a chance de sair da sandbox doChrome e assumir o controle de todo o sistema da Microsoft.

Sundar Pichai, vice-presidente sênior encarregado do Chrome e do GoogleApps, parabenizou Glazunov em seu perfil do Google+, e disse que "a equipe de desenvolvedores do Google continuará incentivando a comunidade de segurança para apontar bugs e nos ajudar a tornar a web cada vez mais segura". Para Pichai, o Chrome vai se tornar um navegador ainda mais seguro para todos os usuários.

Glazunov levou o prêmio de US$ 60 mil por ter sido o primeiro a invadir e identificar as falhas no Google Chrome, enquanto a VUPEN ganhou US$ 20 mil. Ambos também receberam um Chromebook.

Vale lembrar que no Pwn2Own do ano passado - um concurso realizado dentro da CanSecWest para identificar falhas e bugs nos navegadores da web - , o Internet Explorer e o Safari (Microsoft e Apple, respectivamente) foram derrubados por hackers que participaram do evento, mas ninguém tentou invadir o Chrome - mesmo que o Google tenha oferecido US$ 20 mil e US$ 15 mil como recompensa.

Fonte:  Olhar Digital
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Carlos Slim é novamente o mais rico do mundo
Empresário mexicano tem patrimônio avaliado em 69 bilhões de dólares
Dono de uma fortuna de 69 bilhões de dólares, o magnata mexicano Carlos Slim foi coroado o homem mais rico do mundo pelo terceiro ano consecutivo, anunciou nesta quarta-feira a revista americana Forbes. De acordo com a publicação, o empresário brasileiro Eike Batista está em sétimo lugar. Com uma fortuna avaliada em 30 bilhões de dólares, o executivo avançou uma posição frente a que ocupava em 2011.

Slim, segundo os cálculos da Forbes, teve sua fortuna reduzida em 5 bilhões de dólares em um ano, devido à desvalorização das ações de uma de suas empresas, a América Móvil, que representa mais da metade de seu patrimônio. Além disso, em abril, a companhia foi multada em 1 bilhão de dólares por exercer práticas monopolistas – o processo, contudo, encontra-se em grau de apelação.

Os americanos Bill Gates e Warren Buffett ocupam o segundo e terceiro lugares, com fortunas avaliadas em 61 bilhões de dólares e 44 bilhões de dólares, respectivamente. Há também a presença do francês Bernard Arnault, presidente da maior empresa do mundo em artigos luxo, a LVMH, que se mantém no quarto lugar com 41 bilhões de dólares, e o espanhol Amancio Ortega, dono da Zara, que passou do sétimo ao quinto posto com uma fortuna de 37 bilhões de dólares.

Neste ano destaca-se também a presença do fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, que aos 27 anos e a ponto de finalizar sua esperada entrada na Bolsa de Valores, passa do posto 52 ao 35, com uma fortuna estimada em 17,5 bilhões de dólares. A oferta inicial de ações do Facebook fez com que a empresa fundada por Zuckerberg fosse avaliada em nada menos que 100 bilhões de dólares.

O ranking inclui 1.226 bilionários, um número recorde ao qual se somaram neste ano outras 16 pessoas. Juntos, todos detêm uma riqueza total de 4,6 trilhões de dólares, frente aos 4,5 trilhões de dólares registrados em 2011.

Brics perdem e Brasil ganha

Ainda que o empresário Eike Batista tenha avançado uma posição, o desempenho dos empresários de países emergentes foi pior na lista de 2012. A Forbes destacou que, ao contrário do ano passado, quando os países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) foram a grande sensação, desta vez o grupo conta com 26 integrantes a menos na lista das maiores fortunas do planeta. Apesar disso, o Brasil foi destaque e conseguiu somar novos membros ao clube. Este ano, 36 brasileiros integram a lista total, ante 30 em 2011.

Novos emergentes 

O ranking inclui fortunas de 58 nacionalidades e, pela primeira vez, de nações como Peru, Marrocos e Geórgia, enquanto os Estados Unidos continuam sendo, por mais um ano, o país que mais integrantes tem, com 425 nomes na lista - 12 a mais do que o ano anterior, à frente da Rússia e da China, em segundo e terceiro lugar. 

Fonte: Veja
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Opinião: decepção com iPad faz pensar em quem manda na Apple

Tom Kaneshige, CIO / EUA*

Apesar de melhorias como Tela Retina, câmera de 5MP e placa gráfica quad-core, atualização tem pouco brilho e já é indício de como Jobs faz falta.

O novo iPad é chamado de, hum, novo iPad.
A Apple anunciou ontem, 7/3, o novo iPad, um upgrade bastante banal em relação ao modelo anterior.
Claro, há uma linda nova tela de alta resolução com o processador A5X, uma câmera melhorada de 5MP e gravação de vídeo em 1080p, um app iPhoto renovado (US$5), e suporte para redes LTE super rápidas das operadoras AT&T e Verizon, dos EUA.
O novo iPad também custa o mesmo que o iPad 2 nos EUA: 499 dólares por 16GB, 599 dólares por 32GB, e 699 dólares por 64GB. Adicione 130 dólares para os modelos com 4G. O mesmo esquema de preços deveria deixar os consumidores felizes. O novo iPad chega às lojas em 16/3. 
Mas cadê a mágica da Apple?
Fiquei esperando pelo “grande anúncio”, mas ele nunca veio. O convite da Apple para o evento prometia: “Nós temos algo que você realmente precisa ver. E tocar.” Ver a tela de alta resolução, eu entendo. Mas e tocar? Nada de novo nesse departamento. Duvido que o ex-CEO Steve Jobs, um “louco” por detalhes, teria deixado esse deslize de marketing passar.
O recurso principal, obviamente, é a tela de alta resolução, dobrando o número de pixels no iPad 2 e até mesmo superando as HDTVs. Os 2048x1536 pixels do novo iPad são muitos em qualquer medida. Você pode apostar que os gamers estão salivando, especialmente após assistir ao vídeo de demonstração do novo jogo “Infinity Blade: Dungeons” exibido durante o evento da Apple.
Nessa mesma linha, o chip A5X e a placa gráfica quad-core realmente aumentam o desempenho do aparelho. O guru de marketing da Apple, Phil Schiller, disse ao público do evento que o A5X oferece uma performance quatro vezes melhor do que a do chip Tegra 3, presente em muitos tablets Android.
Deixando a parte gráfica de lado, houveram alguns sinais perturbadores de rachaduras na armadura da Apple na era pós-Jobs.
Para começar, onde foi parar o Siri? O novo teclado do iPad suporta ditado por voz, mas o Siri é muito mais do que isso. Quase todos os analistas especializados na Apple previram, praticamente assumiram que o Siri estaria no novo iPad. É simplesmente difícil acreditar que Steve Jobs teria permitido um novo iPad sem o Siri. Afinal de contas, a Apple anuncia o Siri como a maneira do futuro de se interagir com um computador.
O Siri, que a Apple lançou no recente iPhone 4S, foi sem dúvidas levado para o mercado como um diferencial chave no cada vez maior mercado de smartphones. Esse tipo de tensão competitiva está em falta no mercado de tablets, onde o iPad domina desde seu lançamento em 2010. Na verdade, o CEO da Apple, Tim Cook, abriu o evento de hoje falando sobre os esforços em vão dos cerca de 100 rivais do iPad.
Sem concorrentes estimulando a inovação, o novo iPad é um upgrade meio sem brilho.
Por exemplo, o novo suporte para redes 4G/LTE pode parecer impressionante – especialmente quando combinado com o fato de que a Apple conseguiu manter a duração de bateria em chips “sugadores” com 4G – mas não é assim tão útil. Vamos encarar, a disponibilidade de redes 4G LTE ainda é muito limitada no mundo. De qualquer maneira, a maioria das pessoas compra iPads apenas com Wi-Fi.
Alguns analistas de mercado falaram sobre o renovado app iPhoto. Admito que não sou um geek por fotos e não usaria esse aplicativo. Mas o iPhoto com certeza pareceu complicado no iPad, e não pude deixar de pensar se Jobs teria permitido que tantos recursos “sujassem” a simplicidade do aplicativo.
E então temos o nome, “o novo iPad”, a revelação mais surpreendente do evento.
Infelizmente, imagino um comitê de executivos da Apple sentados em volta de uma mesa discutindo sobre como chamar o produto. Como a maioria dos comitês acaba se resumindo a consensos, o nome é o esperado, razão pela qual Jobs absolutamente odiava comitês.
Tudo isso leva a uma questão preocupante nessa era pós-Jobs da Apple: quem está tomando as decisões?

Fonte IDG Now!

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